terça-feira, 20 de janeiro de 2015
:: Apostulado Totus Tuus Mariae ::: ROSTO DE CRISTO APARECE NO MOMENTO DA CONSAGRAÇÃO
:: Apostulado Totus Tuus Mariae ::: ROSTO DE CRISTO APARECE NO MOMENTO DA CONSAGRAÇÃO: ROSTO DE CRISTO APARECE NO MOMENTO DA CONSAGRAÇÃO Pe. Pathickal relatou que, no momento da elevação, na santa Missa, das 07h, notou uma...
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Corpus Christi
Via Prof. Felipe Aquino
A Festa de “Corpus Christi” é a celebração em que solenemente a Igreja comemora o Santíssimo Sacramento da Eucaristia; sendo o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às nossas ruas. Nesta festa os fiéis agradecem e louvam a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia, na qual o próprio Senhor se faz presente como alimento e remédio de nossa alma. A Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã. Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, o próprio Cristo.
A Festa de Corpus Christi surgiu no séc. XIII, na diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon, (†1258) que recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra da Sagrada Eucaristia.
Aconteceu que quando o padre Pedro de Praga, da Boêmia, celebrou uma Missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, Itália, ocorreu um milagre eucarístico: da hóstia consagrada começaram a cair gotas de sangue sobre o corporal após a consagração. Dizem que isto ocorreu porque o padre teria duvidado da presença real de Cristo na Eucaristia.
O Papa Urbano IV (1262-1264), que residia em Orvieto, cidade próxima de Bolsena, onde vivia S. Tomás de Aquino, ordenou ao Bispo Giacomo que levasse as relíquias de Bolsena a Orvieto. Isso foi feito
em procissão. Quando o Papa encontrou a Procissão na entrada de Orvieto, pronunciou diante da relíquia eucarística as palavras: “Corpus Christi”.
em procissão. Quando o Papa encontrou a Procissão na entrada de Orvieto, pronunciou diante da relíquia eucarística as palavras: “Corpus Christi”.
Em 11/08/1264 o Papa aprovou a Bula “Transiturus de mundo”, onde prescreveu que na 5ª feira após a oitava de Pentecostes, fosse oficialmente celebrada a festa em honra do Corpo do Senhor. São Tomás de Aquino foi encarregado pelo Papa para compor o Ofício da celebração. O Papa era um arcediago de Liège e havia conhecido a Beata Cornilon e havia percebido a luz sobrenatural que a iluminava e a sinceridade de seus apelos.
Em 1290 foi construída a belíssima Catedral de Orvieto, em pedras pretas e brancas, chamada de “Lírio das Catedrais”. Antes disso, em 1247, realizou-se a primeira procissão eucarística pelas ruas de Liège, como festa diocesana, tornando-se depois uma festa litúrgica celebrada em toda a Bélgica, e depois, então, em todo o mundo no séc. XIV, quando o Papa Clemente V confirmou a Bula de Urbano IV, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial.
Em 1317, o Papa João XXII publicou na Constituição Clementina o dever de se levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas. A partir da oficialização, a Festa de Corpus Christi passou a ser celebrada todos os anos na primeira quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade.
Todo católico deve participar dessa Procissão por ser a mais importante de todas que acontecem durante o ano, pois é a única onde o próprio Senhor sai às ruas para abençoar as pessoas, as famílias e a cidade. Em muitos lugares criou-se o belo costume de enfeitar as casas com oratórios e flores e as ruas com tapetes ornamentados, tudo em honra do Senhor que vem visitar o seu povo.
Começaram assim as grandes procissões eucarísticas, as adorações solenes, a Bênção com o Santíssimo no ostensório por entre cânticos. Surgiram também os Congressos Eucarísticos, as Quarenta Horas de Adoração e inúmeras outras homenagens a Jesus na Eucaristia. Muitos se converteram e todo o mundo católico.
Prof. Felipe Aquino
quarta-feira, 18 de junho de 2014
O que é o Mistério da Santíssima Trindade?
Via Prof. Felipe Aquino
O mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da fé e da vida cristã. Deus se revelou como Pai, Filho e Espírito Santo. Foi Nosso Senhor Jesus Cristo quem nos revelou este mistério. Ele falou do Pai, do Espírito Santo e d’Ele mesmo como Deus. Logo, não é uma verdade inventada pela Igreja, mas revelada por Jesus. Não a podemos compreender, porque o Mistério de Deus não cabe em nossa cabeça, mas é a verdade revelada.
Santo Agostinho (†430) dizia que: “O Espírito Santo procede do Pai enquanto fonte primeira e, pela doação eterna deste último ao Filho, do Pai e do Filho em comunhão” (A Trindade, 15,26,47). O Santo disse que Deus não é para ser compreendido, mas adorado. “Se o compreendesses era não seria Deus”.
Só existe um Deus, mas n’Ele há três Pessoas divinas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. Não pode haver mais que um Deus, pois este é absoluto. Se houvesse dois deuses, um deles seria menor que o outro, e Deus não pode ser menor que outro, pois não seria Deus.
A Trindade é Una. “Não professamos três deuses, mas um só Deus em três pessoas: “a Trindade consubstancial” (II Conc. Constantinopla, DS 421). “O Pai é aquilo que é o Filho, o Filho é aquilo que é o Pai, o Espírito Santo é aquilo que são o Pai e o Filho, isto é, um só Deus por natureza” (XI Conc. Toledo, em 675, DS 530). “Cada uma das três pessoas é esta realidade, isto é, a substância, a essência ou a natureza divina” (IV Conc. Latrão, em 1215, DS 804).
A Profissão de Fé do Papa Dâmaso, diz: “Deus é único, mas não solitário” (Fides Damasi, DS 71. A Igreja ensina que as pessoas divinas são relativas umas às outras. Por não dividir a unidade divina, a distinção real das pessoas entre si reside unicamente nas relações que as referem umas às outras:
Aos Catecúmenos de Constantinopla, S. Gregório Nazianzeno (330-379), “o Teólogo”, explicava:
“Antes de todas as coisas, conservai-me este bem depósito, pelo qual vivo e combato, com o qual quero morrer, que me faz suportar todos os males e desprezar todos os prazeres: refiro-me à profissão de fé no Pai e no Filho e no Espírito Santo. Eu vo-la confio hoje. É por ela que daqui a pouco vou mergulhar-vos na água e vos tirar dela. Eu vo-la dou como companheira e dona de toda a vossa vida. Dou-vos uma só Divindade e Poder, que existe Una nos Três, e que contém os três de maneira distinta. Divindade sem diferença de substância ou de natureza, sem grau superior que eleve ou grau inferior que rebaixe… A infinita conaturalidade é de três infinitos. Cada um considerado em si mesmo é Deus todo inteiro… Deus os Três considerados juntos. Nem comecei a pensar na Unidade, e a Trindade me banha em seu esplendor. Nem comecei a pensar na Trindade, e a unidade toma conta de mim (Or. 40,41).
O primeiro catecismo chamado Didaqué, do ano 90 dizia:
“No que diz respeito ao Batismo, batizai em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo em água corrente. Se não houver água corrente, batizai em outra água; se não puder batizar em água fria, façais com água quente. Na falta de uma ou outra, derramai três vezes água sobre a cabeça, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Didaqué 7,1-3).
São Clemente de Roma, papa no ano 96, ensinava: “Um Deus, um Cristo, um Espírito de graça” (Carta aos Coríntios 46,6). “Como Deus vive, assim vive o Senhor e o Espírito Santo” (Carta aos Coríntios 58,2).
Santo Inácio, bispo de Antioquia (†107), mártir em Roma, dizia: “Vós sois as pedras do templo do Pai, elevado para o alto pelo guindaste de Jesus Cristo, que é a sua cruz, com o Espírito Santo como corda” (Carta aos Efésios 9,1).
São Justino, mártir no ano 151, escreveu essas palavras ao imperador romano Antonino Pio: “Os que são batizados por nós são levados para um lugar onde haja água e são regenerados da mesma forma como nós o fomos. É em nome do Pai de todos e Senhor Deus, e de Nosso Senhor Jesus Cristo, e do Espírito Santo que recebem a loção na água. Este rito foi-nos entregue pelos apóstolos” (I Apologia 61).
S. Irineu de Lião, ano 189: “Com efeito, a Igreja espalhada pelo mundo inteiro até os confins da terra recebeu dos apóstolos e seus discípulos a fé em um só Deus, Pai onipotente, que fez o céu e a terra, o mar e tudo quanto nele existe; em um só Jesus Cristo, Filho de Deus, encarnado para nossa salvação; e no Espírito Santo que, pelos profetas, anunciou a economia de Deus…” (Contra as Heresias I,10,1).
“Já temos mostrado que o Verbo, isto é, o Filho esteve sempre com o Pai. Mas também a Sabedoria, o Espírito estava igualmente junto dele antes de toda a criação” (Contra as Heresias IV,20,4).
E o Concílio de Nicéia, ano 325, confirmou toda essa verdade:
“Cremos… em um só Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, nascido do Pai como Unigênito, isto é, da substância do Pai, Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não feito, consubstancial com o Pai, por quem foi feito tudo que há no céu e na terra. [...] Cremos no Espírito Santo, Senhor e fonte de vida, que procede do Pai, com o Pai e o Filho é adorado e glorificado, o qual falou pelos Profetas” (Credo de Nicéia).
Prof. Felipe Aquino
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segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Uma Ação de Jovens de Atitude
Em toda caminhada, há vários momentos em que a estrada bifurca, dando espaço para dúvidas. Nessa ocasião se não estou firme em Deus, fraco na oração e cansado de andar, pegarei o caminho mais fácil. É com escolhas desse tipo, por influência de "amigos" ou medo de seus comentários, que muitos estão ficando cegos e caindo na lama.
Tem sido cada vez mais comum vermos jovens se desviarem dos caminhos de Deus, levados pelas ofertas mundanas: A sexualidade banal, o ficar, as bebidas, drogas, as "músicas", ostentações, tudo que aparenta ser "gostoso" e dar prazer imediato, falsa felicidade. Em meio a todas essas ofertas, graças a Deus, com inspiração do Espirito Santo e intercessão da Virgem Maria, esse quadro começa a mudar pouco a pouco na comunidade católica de Miguel Calmon. Nesse domingo ( 22), adolescentes da perseverança, o grupo Quero um Amor maior e crismandos, dedicaram seu dia a evangelização.
Saíram em Missão Jovem pelos bairros do Arros e Populares de nossa cidade. Passaram a manhã visitando as casas dos jovens desses bairros e pela tarde houve uma reflexão e avaliação, no encerramento, uma celebração nas capelas.
O Amor ao Pai , a palavra e a vontade do Nosso Senhor Jesus, fizeram pessoas deixarem seus familiares e, amigos para se tornarem Juventude Missionária.
Isso é o que podemos chamar de Atitude Jovem, deixar a diversão do mundo, o almoço com a família, o club e cachoeira com amigos para servir a Deus. Eles ficaram com a melhor parte.
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terça-feira, 4 de junho de 2013
Mandamentos da Igreja Católica
Muitas pessoas acham que para ser
católico basta ir a missa as vezes ou em
dias de festas. Mas ser católico está além disso, muito além.
Ser católico é seguir e ensinar os
ensinamentos de Jesus Cristo. Fazer-se manso e humilde como Jesus é. Exercer e
ensinar os mandamentos de Deus na vida, saber qual é e cumprir as doutrinas da
Santa Madre Igreja Católica.
Ser católico em primeiro lugar é ser
Cristão pois Cristo é universal. É ser Santo como Jesus quer.
“Antes, como é santo aquele
que vos chamou, tornai-vos santos, também vós, em todo o vosso proceder” 1 Pd
1,15
“Sede santos para mim porque
eu, o Senhor, sou santo.” Lv 20, 26
Esse post é o primeiro de vários que
pretendemos, para esclarecer o que é ser católico. Para começarmos, uma
pergunta:
Você sabe quais são e exerce os mandamentos da
igreja católica? Na sua forma atual, foram promulgados em 2005
pelo Papa Bento XVI, quando suprimiu o termo "dízimos" do quinto
mandamento.
São eles:
1.
-
Participar da Missa aos Domingos e outras festas de guarda.
"Os cristãos santificam o domingo
e outras festas de preceito participando da Eucaristia do Senhor e abstendo-se
também daquelas atividades que impedem de prestar culto a Deus e perturbam a
alegria própria do dia do Senhor ou o necessário descanso da mente e do corpo.
São permitidas as atividades ligadas a necessidades familiares ou a serviços de
grande utilidade social, desde que não criem hábitos prejudiciais à
santificação do domingo, à vida de família e à saúde". (Itens 289 e 453)
Dias santos de guarda: Santa Maria,
Mãe de Deus - 1 de janeiro Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi)
- data variável entre maio e junho: 1ª quinta-feira após o domingo da
Santíssima Trindade
Imaculada Conceição de Maria - 8 de
dezembro
Natal - 25 de dezembro
2. - Confessar os próprios pecados,
recebendo o sacramento da Reconciliação pelo menos uma
vez ao ano
"O Senhor ressuscitado instituiu
esse sacramento quando, na noite da Páscoa, apareceu aos seus Apóstolos e lhes
disse: 'Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, serão
perdoados; a quem os retiverdes, serão retidos' (Jo 20, 22-23)". "O
apelo de Cristo à conversão ressoa continuamente na vida dos batizados. Essa
conversão é um compromisso contínuo para toda a Igreja, que é santa, mas reúne
em seu seio os pecadores". "Devem-se
confessar todos os pecados graves ainda não confessados de que alguém se lembra
depois de um diligente exame de consciência. A confissão dos pecados graves é o
único modo ordinário para obter o perdão" (Itens 298, 299 e 304)
3.
- Receber o sacramento da Eucaristia pelo
menos pela Páscoa
"A Eucaristia é o banquete
pascal, porquanto Cristo, ao realizar sacramentalmente a sua Páscoa, nos dá o
seu Corpo e o seu Sangue, oferecidos como alimento e bebida, e nos une a si e
entre nós no seu sacrifício". "A Igreja recomenda aos fiéis que
participam da santa missa que recebam com as devidas disposições também a santa
Comunhão, prescrevendo a obrigação de comungar pelo menos na Páscoa".
(Itens 287 e 290)
4.
- Abster-se de comer carne e observar o jejum
nos dias estabelecidos pela Igreja
"A penitência se exprime de
formas muito variadas, em particular com o jejum, a oração, a esmola. Essas e
muitas outras formas de penitência podem ser praticadas na vida cotidiana do
cristão, em particular no tempo da Quaresma e no dia penitencial da
sexta-feira". (Item 301)
Dias de jejum: Quarta-feira de Cinzas
e Sexta-feira Santa.
Dias de abstinência de carne:
sextas-feiras da Quaresma.
5.
- Atender às necessidades materiais da Igreja,
cada qual segundo as próprias possibilidades
segunda-feira, 18 de março de 2013
Brasão Papa Francísco
Fonte:Rádio Vaticano:http://www.facebook.com/radiovaticanobrasil/photos_stream
Explicação do Brasão Miserando Atque Eligendo
O Escudo
Nos traços, essenciais, o Papa Francisco decidiu manter seu brasão anterior, escolhido desde sua consagração episcopal e caracterizado por uma simples linearidade.
O escudo azul é coberto por símbolos da dignidade pontifícia, iguais aqueles de Bento XVI (mitra posicionada entre chaves de ouro e prata entrecruzadas, unidas por um cordão vermelho). No alto, está o emblema da ordem de proveniência do Papa, a Companhia de Jesus: um sol radiande e flamejante carregado com as letras, em vermelho, IHS, monograma de Cristo. A letra H é coberta por uma cruz em ponta e três pregos em preto.
Abaixo encontram-se a estrela e a flor de nardo (cacho de uva). A estrela, de acordo com a antiga tradição araldica, simboliza a Virgem Maria, mãe de Cristo e da Igreja; enquanto a flor de nardo (cacho de uva) indica São José, patrono da Igreja. Na tradição da iconografia hispânica, de fato, São José é representado com um ramo de nardo nas mãos. Colocando no seu escudo tais imagens, o Papa pretendeu exprimir a própria particular devoção à Virgem Santíssima e São José
sexta-feira, 15 de março de 2013
Sobre a renuncia de Bento XVI
fonte de imagem: http://oglobo.globo.com/mundo/vaticano-admite-que-bento-xvi-usa-marcapasso-7558107
Com a renuncia do nosso querido Bento XVI, surgiram diversas especulações a cerca do que aconteceria com a Igreja Católica. De fato, aqueles que não vivem a fé, a mídia secular e infelizmente, alguns irmãos de outras religiões contribuíram para isso. Porém seus comentários sem fundamentos tornaram a fé daqueles que crêem mais forte.
Muitos diziam que Josef Harding renunciou pela pressão de grupos formados dentro do Vaticano, onde a política partidária também impera. Alguns profetizaram, assim como aconteceu no penúltimo Conclave, o fim da Igreja Católica. Infelizes comentários. Outros acham uma besteira e perda de tempo a eleição do Papa ou ainda que há muitos erros e pecados no Vaticano.
Roma mais uma vez provou que todos vivem em união. Ao entrar na capela Sistina todos os cardeais fazem um juramento onde se comprometem a fazer a vontade do Pai, manter o sigilo, não ser partidário. O Papa foi eleito em 24 horas, sinônimo de que todos estavam de acordo com todos.
Palavras de Bento XVI: “Após ter examinado perante Deus reiteradamente minha consciência, cheguei à certeza de que, pela idade avançada, já não tenho forças para exercer adequadamente o ministério petrino. Sou muito consciente que este ministério, por sua natureza espiritual, deve ser realizado não unicamente com obras e palavras, mas também e em não menor grau sofrendo e rezando”. Só um homem de coração humilde se coloca diante de Deus dessa forma.
Para os descrentes, uma pequena história:
“Uma certa vez, havia dois vizinhos. Para separar seus terrenos existia ali um muro. Um deles costumava lavar seu carro a frente da casa escutando música alta com letras doentes, enquanto o outro mal se ouvia a voz. Um dia, como de costume, o vizinho estava lavando seu carro quando escutou alguns gritos vindos do outro lado do muro: solte-me, deixe-me em paz, saia de trás de mim!!! O vizinho achou estranho, hora seu próximo era quieto e não tinha costume de fazer barulhos, porém continuou a lavar seu belo possante. Como aqueles gritos não cessavam, decidiu subir no muro para ver o eu estava acontecendo. Surpreso com o que viu, quase caiu de susto, pois vira o encardido correndo atrás do seu vizinho. Sem entender o acontecido, exclamou: oh rapaz, deixe cara em paz, ele é gente boa, venha mim pegar, eu sou do mundão... Ao escutar suas palavras, o capiroto falou: eu sou egoísta gosto de muito e tenho inveja do que não tenho, você já não mim interessa, pois já está na minha instante, você já e meu. Quero ele, que pertence a Deus...”
Infelizmente há pessoas fracas que se deixam levar pela voz do inimigo perante a voz da Igreja que Jesus fundou. O diabo quer dividir a Igreja de Jesus e se utiliza da fraqueza humana. O significado de seu nome já diz pra que ele veio: grego “διαβολος diabolos” e significa “Enganador”. Nós Cristão temos que permanecermos firmes na oração para não caímos na enganação.
No dia 13 de março de 2013 Deus soprou seu Espirito sobre a Capela Sistina no Vaticano e novo sucessor de Pedro foi escolhido, Papa Francisco, o primeiro Papa da América Latina, Jesuíta. Um Papa Argentino, simples e humilde como Jesus. Louvado seja Deus que olha para a América do sul onde nosso Brasil está!
Agradecemos a Deus pela força que o Papa Bento teve ao longo desses anos para guiar-nos e por sua coragem de assumir seu cansaço físico que já não aguentava as mudanças e rigores da missão. Agradecemos ao Senhor ainda pela escolha do Papa Francisco, Que ele seja um jovem, como uma criança no reino de Deus, e propague a boa nova do Pai.
Habemus Papam!
Jesus institui Pedro o apascentador de sua Igreja: O Primeiro Papa.
Quando se pronuncia a Palavra Papa, muito se pergunta o porque dessa denominação. Quem ele é? O que faz? Porquê está à frente da Igreja?
Para começarmos, vamos partir do signifcicado da palavra Papa.
- Abreviação do latim Pater Paternum ( pai dos padres)
- Primeira letra das palavras: Pontifex Apostolorum Pietrum Adminitrorum
E é isso que ele é, um pai, um pastor responsável pelas ovelhas do rebanho de Jesus.
Desde o início o Senhor Jesus escolheu um homem para tomar conta de Sua Igreja, Pedro apostolo: "Disse-lhes Jesus: E vós quem dizeis que eu sou? Simão Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo! Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.” Mt16, 15-19.
Mesmo diante da palavra, infelizmente ainda há pessoas que duvidem ou neguem a sucessão de Pedro por um simples homem. Algumas especulações, acusações e negações que não citarei aqui mas que podem ser vistas através das respostas nas entrelinhas. Como contestar o que o Senhor deixou escrito?
Para uma maior compreensão dos fatos, a explicação: Jesus muda o nome de Simão para Pedro.
"...Levou-o a Jesus, e Jesus, fixando nele o olhar, disse: Tu és Simão, filho de João, serás chamado Cefas (que quer dizer pedra)..." Jo 1,42. Jesus também diz que Pedro sabes quem Ele é pois o Pai que está no céu o revelou. Então nosso Senhor diz que sobre a pedra-Pedro edificará sua Igreja. Dar poder à Pedro para que esse tenha autoridade: "tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus" .
O Senhor transmite poder aos apóstolos:“...É-me dado todo o poder no céu e na terra; ide pois e ensinai a todos os povos e eis que estou convosco todos os dias até a consumação do mundo...”Mt 28, 18-20
Continuando, Jesus, sabendo do amor de Pedro pede que esse apascente suas ovelhas: "Perguntou-lhe pela terceira vez: Simão, filho de João, amas-me? Pedro entristeceu-se porque lhe perguntou pela terceira vez: Amas-me?, e respondeu-lhe: Senhor, sabes tudo, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas." Jo 21,17.
O Senhor manda os apóstolos ensinarem a todos os povos, pede que Pedro tome conta de seu rebanho, sua Igreja e diz que estará com os discípulos até o fim do mundo. Pedro assim como Jesus, passou autoridade para seu sucessor, desta forma aos discípulos e seus sucessores ao longo dos tempos até os dias de hoje. Jesus também deixou claro que o mau não prevaleceria sobre sua Igreja. Por mais que o mau tente manchar a esposa do Senhor com as iniquidades do mundo, não conseguirá pois Jesus está com sua Igreja ate os fins do tempos.
Com toda certeza, o sucessor de Pedro tem que ser um homem simples, humilde, manso, humano, fiel, temente ao Senhor Jesus.
Desde então Pedro teve vários sucessores. Não seria diferente agora. Os que acham bobagem infelizmente não vivem a fé Cristã, vivem o que a mídia secular e o mundo ditam. A igreja Católica só se findará com a vontade de Jesus, Seu fundador e o mau não prevalecerá sobre ela.
Você quer se aprofundar no assunto, acesse os artigos de Católicos Online:
http://www.pr.gonet.biz/kb_read.php?pref=htm&num=1300
http://www.pr.gonet.biz/kb_read.php?pref=htm&num=858
http://www.pr.gonet.biz/kb_read.php?pref=htm&num=2034
http://www.pr.gonet.biz/kb_read.php?pref=htm&num=1906
http://www.pr.gonet.biz/kb_read.php?pref=htm&num=1300
quarta-feira, 13 de março de 2013
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Via Sacra
Há muito tempo, fiéis de todo o mundo visitam os lugares por onde Jesus
passou, e nesses lugares fazem orações relembrando e meditando o que nosso
Senhor viveu. A via sacra, ou caminho sagrado, (significado da expressão) surgiu
no tempo das Cruzadas (século X). Os fiéis que peregrinavam na Terra Santa e
visitavam os lugares sagrados da Paixão de Jesus, continuaram recordando os
passos da Via Dolorosa de Jerusalém. Boa parte desses reportavam, em pinturas
ou esculturas, os lugares sagrados que visitaram. Em suas pátrias,
compartilharam esta devoção à Paixão.
Realizada na Quaresma e Sexta Feira Santa, a Via Sacra é um ato de
piedade em forma de oração e caminhada quando se meditam as 15 estações. A Décima
Quinta estação foi acrescentada no século XVI por que Jesus venceu a morte. Até
então eram 14.
Dessas, nem todas são baseadas nos evangelhos, como por exemplo, as
três quedas de Jesus.
Essas são as estações:· Primeira estação- Jesus é condenado a morte
· Segunda estação-Jesus carrega a sua cruz
· Terceira estação- Jesus cai pela primeira vez
· Quarta estação- Jesus se encontra com sua mãe
· Quinta estação- Simão ajuda Jesus a carregar a cruz
· Sexta estação – Verônica enxuga o rosto de Jesus
· Sétima estação- Jesus cai pela segunda vez
· Oitava estação- Jesus consola a mulheres de Jerusalém
· Nona estação- Jesus cai pela terceira vez
· Décima estação- Jesus é despojados de suas vestes
· Décima primeira estação-Jesus é pregado na cruz
· Décima segunda estação- Jesus more na cruz
· Décima terceira estação- Jesus é decido da cruz
· Décima quarta estação-Jesus é sepultado
· Décima Quinta estação- A ressurreição de Jesus
A via sacra
possui várias meditações dentre elas estão:
·
Via Matris - o Caminho da Mãe Dolorosa
·
Via Crucis - Santo Afonso Maria Ligório
·
Via-Sacra pelas Almas do Purgatório
·
VIA SACRA EUCARÍSTICA de São Pedro Julião Eymard
·
Via-Sacra Reparadora
Se você
quiser saber mais sobre a Via Sacra, acesse os links:
http://www.catequisar.com.br/texto/materia/celebracoes/quaresma/03.htm
http://catequesechamadodedeus.blogspot.com.br/2012/03/o-que-e-via-sacra-quando-surgiu-na.html
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Campanha da fraternidade 2013
Texto encontrado em http://www.cf2013.org.br/entenda-a-campanha.html
A Campanha da Fraternidade de 2013, que retoma o tema Juventude, se propõe olhar a realidade dos jovens, acolhendo-os com a riqueza de suas diversidades, propostas e potencialidades; entendê-los e auxiliá-los neste contexto de profundo impacto cultural e de relações midiáticas; fazer-se solidária em seus sofrimentos e angústias, especialmente junto aos que mais sofrem com os desafios desta mudança de época e com a exclusão social; reavivar-lhes o potencial de participação e transformação.
Esta Campanha deseja, no contexto do Ano da Fé, mobilizar a Igreja e, o quanto possível, os segmentos da sociedade, a fim de se solidarizarem com estes jovens, favorecer-lhes espaços, projetos e políticas públicas que possam auxiliá-los a organizarem a própria vida a partir de escolhas fundamentais e de uma construção sólida do projeto pessoal, a se compreenderem como força de transformação para os novos tempos, a desenvolverem seu potencial comunicativo pelas redes sociais em vista da ética e do bem de todos, a assumirem seu papel específico na comunidade eclesial e no exercício do protagonismo que deles se espera, nas comunidades e na luta por uma sociedade que proporcione vida a todos.
Evangelizar, hoje, é uma via de mão dupla. Saem de cena os “públicos” ou “destinatários” da evangelização para dar lugar aos “interlocutores”. Os interlocutores da evangelização são pessoas que, numa relação dialogal, se enriquecem pela troca de experiências. Portanto, “escutando e compreendendo os gritos e clamores dos jovens, a Igreja é chamada não somente a evangelizar, mas também a ser evangelizada na atualidade”. Torna-se imprescindível, cada vez mais, caminhar com os jovens e refazer com eles a experiência de Jesus. Na prática, isso significa que “nas atividades pastorais com a juventude, faz-se necessário oferecer canais de participação e envolvimento nas decisões, que possibilitem uma experiência autêntica de corresponsabilidade, de diálogo, de escuta e o envolvimento no processo de renovação contínua da Igreja. Trata-se de valorizar a participação dos jovens nos conselhos, reuniões de grupo, assembleias, equipes, processo de avaliação e planejamento”.
Para atingir tal intuito, são estes os objetivos da Campanha da Fraternidade de 2013:
Objetivo geral
Acolher os jovens no contexto de mudança de época, propiciando caminhos para seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção de uma sociedade fraterna fundamentada na cultura da vida, da justiça e da paz.
Objetivos específicos
Propiciar aos jovens um encontro pessoal com Jesus Cristo a fim de contribuir para sua vocação de discípulo missionário e para a elaboração de seu projeto pessoal de vida;
possibilitar aos jovens uma participação ativa na comunidade eclesial, que lhes seja apoio e sustento em sua caminhada , para que eles possam contribuir com seus dons e talentos;
sensibilizar os jovens para serem agentes transformadores da sociedade, protagonistas da civilização do amor e do bem comum.
(Introdução do texto-base CF 2013)
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Catecismo, A resposta sobre as dúvidas
3ª Parte
Esse texto faz parte de um artigo encontrado em
http://www.pr.gonet.biz/kb_read.php?pref=htm&num=476
Dom Estêvão Bettencourt
Pecado Mortal e Pecado Venial
O texto distingue pecado mortal e pecado venial apenas, e não
pecado leve, grave e mortal, como se tem lido em alguns Manuais de Teologia
Moral:
"Convém classificar os pecados segundo a sua gravidade. Já
perceptível na Escritura (1Jo 5,16s), a distinção entre pecado mortal e pecado
venial se impôs na tradição da Igreja. A experiência dos homens a corrobora"
(§ 1854).
"Para
que um pecado seja mortal, requerem-se três condições simultâneas: 'É pecado
mortal todo pecado que tenha por objeto uma matéria grave, e que seja cometido
com plena consciência e com propósito deliberado' (Exortação Apostólica
Reconciliação e Penitência n° 17)" (§ 1857).
"Comete-se um pecado venial quando não se observa em
matéria leve a medida prescrita pela lei moral, ou quando se desobedece à lei
moral em matéria grave, mas sem pleno conhecimento de causa ou sem inteiro
consentimento" (§ 1862).
Passamos
agora a questões que a imprensa abordou em tom pouco respeitoso.
Pena de Morte. Guerra Defensiva
A
Igreja não tem posição definida diante da questão da pena de morte. Reconhece
que pode ser legítima em casos de defesa da sociedade para os quais não se veja
outra solução. Julga, porém, que se devem preferir alternativas mais brandas,
desde que se lhes possa prever a eficácia de salvaguardar o bem comum:
"Preservar
o bem comum da sociedade exige que o agressor seja impossibilitado de a
prejudicar. A este título, o ensinamento tradicional da Igreja reconheceu a
validade do direito e do dever, da autoridade pública legítima, de punir com
penas proporcionais à gravidade do delito, sem excluir, em casos de extrema
gravidade, a pena de morte. Por razões análogas os detentores da autoridade têm
o direito de rechaçar pelas armas os agressores da nação que lhes é confiada"
(§ 2266).
"Se bastam os recursos não sangrentos para defender a vida
humana contra o agressor e proteger a ordem pública e a segurança das pessoas,
as autoridades deverão ater-se a esses meios, porque correspondem melhor às
condições concretas do bem comum e são mais conformes à dignidade da pessoa
humana" (§ 2267).
Alias,
não se pode esquecer que a pena de morte era vigente no Antigo Testamento,
segundo a Lei de Moisés; cf. Lv 20,8-21.
A
Prostituição
A
prostituição é condenada como pecado grave. O Catecismo, porém, julga que nem
todas as pessoas que se prostituem são igualmente culpadas; pode haver aqueles
e aquelas que são, de algum modo, induzidos a isto, com responsabilidade
atenuada, porque não devidamente livres ou esclarecidos. Só Deus vê as
consciências. Ao observarmos o fato bruto e objetivo da prostituição, devemos
condená-lo peremptoriamente; todavia mal sabemos o que possa haver de
constrangimento, confusão, ignorância ou tara no íntimo das pessoas que se
entregam ou que são entregues à prostituição:
"A
prostituição fere a dignidade da pessoa que se prostitui, reduzida ao prazer
venéreo que dela se tira. Aquele que paga, peca gravemente contra si mesmo;
viola a castidade à qual o obriga o seu Batismo e polui seu corpo, templo do
Espírito Santo (cf. 1Cor 6,15-20). A prostituição vem a ser um flagelo social.
Afeta habitualmente mulheres, mas também homens, crianças ou adolescentes
(nestes dois últimos casos, o pecado é agravado pelo escândalo). É sempre
gravemente pecaminoso entregar-se à prostituição, mas a miséria, a chantagem e
a pressão social podem atenuar a imputabilidade da falta" (§ 2355).
Homossexualismo
É outra aberração moral, porque contrária à lei natural. Todavia é
preciso evitar desprezo das pessoas homossexuais; mediante a ajuda sincera e
desinteressada de pessoas amigas, podem gradativamente encaminhar-se para a
perfeição cristã, desde que vivam castamente:
"O
homossexualismo designa relações entre homens ou mulheres que experimentam
atração sexual, exclusiva ou predominante, para com pessoas do mesmo sexo.
Assume modalidades muito variadas através dos séculos e das culturas.
A sua
origem psíquica está, em grande parte, inexplicada. Apoiando-se na Sagrada
Escritura, que as apresenta como depravações graves (cf. Gn 19,1-29; Rm 1,
24-27; 1Cor 6,10; 1Tm 1,10), a Tradição sempre declarou que 'os atos
homossexuais são intrinsecamente desordenados'. São contrários à lei natural.
Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade
afetiva e sexual verdadeira. Não podem ser aprovados em caso algum" (§ 2357).
"Não
poucos homens e mulheres apresentam tendências homossexuais básicas... Não
escolhem sua condição homossexual; esta vem a ser, para a maioria deles, uma
provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evite-se
para com eles todo sinal de discriminação injusta. Essas pessoas são chamadas a
realizar a vontade de Deus na sua vida e, se são cristãs, chamadas a unir ao
sacrifício da Cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar pelo fato de
serem tais" (§ 2358).
"As
pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes do auto-domínio,
que educam a liberdade interior, algumas vezes pelo apoio de uma amizade
desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem
aproximar-se, gradativa e resolutamente, da perfeição cristã" (§
2359).
Notemos que o texto do § 2358 exclui a discriminação injusta dos
homossexuais. Isto quer dizer que pode haver discriminação justa: com efeito,
esta ocorre sempre que o bem comum corra perigo, ou sempre que a anormalidade
possa ser confundida com a normalidade ou, ainda, sempre que haja perigo de
desvio para pessoas não homossexuais.
Adivinhação, Horóscopo, Quiromancia...
A
imprensa em 1992 comentou amplamente tais itens, deturpando os dizeres do
Catecismo, que são os seguintes:
"Deus
pode revelar o futuro aos seus profetas ou a outros Santos. Todavia a atitude
cristã correta consiste em entregar-se confiantemente nas mãos da Providência
no que diz respeito ao futuro e em
abandonar toda curiosidade mórbida a tal propósito. A imprevidência, porém,
pode tornar-se uma falta de responsabilidade" (§ 2115).
"Todas
as formas de adivinhação hão de ser rejeitadas: recurso a Satanás ou aos
demônios, evocação dos mortos ou outras práticas erroneamente tidas como aptas
para desvendar o futuro (cf. Dt 18,10; Jr 29,8). A consulta de horóscopos, a
astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e sortes, os fenômenos
de vidência, o recurso aos médiuns incluem a vontade de dominar o tempo, a
história e também os homens, assim como o desejo de conciliar potências
ocultas. Estão em contradição com a honra e o respeito, mesclado de temor
amoroso, que devemos a Deus somente" (§ 2116).
=-=-=
São estes alguns espécimes do conteúdo do Catecismo da Igreja
Católica. Vemos que se trata de ensinamentos coerentes com a S. Escritura e a
Tradição, formulados de modo claro, visando, quando necessário, a atender a
problemas e questionamentos do mundo atual.
Tal
obra é tida, com base sólida, como a mais notável e significativa de todo o
benemérito pontificado do Papa João Paulo II.
Catecismo, A resposta sobre as dúvidas
2ª Parte
Esse texto faz parte de um artigo encontrado em
http://www.pr.gonet.biz/kb_read.php?pref=htm&num=476
Dom Estêvão Bettencourt
Os Anjos
A realidade dos anjos é professada com toda a Tradição cristã,
assim como a queda de parte dos mesmos, que se tornaram adversários do plano
salvífico de Deus e sedutores do homem para o pecado. Eis o texto respectivo:
"A
existência dos seres espirituais, não corpóreos, que a Sagrada Escritura
habitualmente chama anjos, é uma verdade de fé. O testemunho da Escritura é tão
nítido quanto a unanimidade da Tradição" (§ 328).
"Como
criaturas puramente espirituais, têm inteligência e vontade; são criaturas
pessoais e imortais. Ultrapassam em perfeição todas as criaturas visíveis. O
brilho da sua glória dá testemunho disto (cf. Dn 10,9-12)" (§ 330).
"A
Escritura fala de um pecado desses anjos. Essa queda consiste na livre escolha
desses espíritos criados, que, de maneiraradical e irrevogável, recusaram Deus e seu reino. Encontramos um
reflexo dessa rebelião nas palavras do tentador aos nossos primeiros pais: 'Vós
vos tomareis como Deus' (cf. Gn 3,5). O diabo é 'pecador desde a origem' (1Jo
3,8), 'pai da mentira' (Jo 8, 44)"
(§ 392).
"É o caráter irrevogável da escolha dos anjos, e não uma
deficiência da infinita misericórdia de Deus, que faz que o seu pecado não
possa ser perdoado. 'Eles não sentem arrependimento após a queda, como não há
arrependimento para os homens após a morte' (São João Damasceno, Fé Ortodoxa
2,4)" (§ 393).
O
Purgatório Póstumo
O
purgatório póstumo é entendido como um estado onde, após a morte, as almas dos
fiéis que ainda tragam resquícios do pecado, repudiam plenamente essas sombras
que lhes impedem a visão de Deus face-a-face. Percebendo claramente a hediondez do pecado,
ainda que leve, o cristão, na outra vida, se liberta de qualquer afeto
desregrado com que tenha morrido. Para que isto ocorra, os fiéis neste mundo
podem oferecer a Deus suas preces em favor das almas do purgatório:
"Aqueles
que morrem na graça e na amizade de Deus, mas imperfeitamente purificados,
estão certos da sua salvação eterna, todavia sofrem uma purificação póstuma, a
fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do céu" (§
1030).
"A
Igreja chama purgatório essa purificação final dos eleitos, purificação que é
totalmente diversa da punição dos condenados. A Igreja formulou a doutrina da
fé relativa ao Purgatório principalmente nos Concílios de Florença e de Trento"
(§ 1031).
"Este
ensinamento baseia-se também sobre a prática da oração pelos defuntos de que já
fala a Escritura Sagrada: 'Eis por que Judas Macabeu mandou oferecer este
sacrifício expiatório em prol dos mortos, a fim de que fossem purificados de
seu pecado' (2Mc 12,46). Desde os primeiros tempos a Igreja honrou a memória
dos defuntos e ofereceu sufrágios em favor dos mesmos, particularmente o
sacrifício eucarístico, a fim de que, purificados, possam chegar à visão
beatífica de Deus. A Igreja recomenda também as esmolas, as indulgências e as
obras de penitência em favor dos defuntos" (§ 1032).
A respeito do Purgatório e dos sufrágios ver ulteriores
considerações no recém-publicado Curso de Novíssimos (Escatologia) pela Escola
"Mater Ecclesiae", Caixa postal 1362, 20001-970 Rio (RJ).
Ressurreição da carne
Eis
outro ponto que suscita dúvidas hoje, pois quem não distingue entre corpo e
alma afirma que a ressurreição ocorre logo depois da morte do indivíduo. Tal não é a doutrina da Igreja, que,
professando a distinção de corpo e alma, atribui a ressurreição ao fim dos
tempos, com base na Escritura e na Tradição:
"O Credo cristão... culmina na proclamação da ressurreição
dos mortos no fim dos tempos e na vida eterna" (§ 988).
"Que é 'ressuscitar'? Em conseqüência da morte, separação
da alma e do corpo, o corpo humano sofre a deterioração, ao passo que a sua
alma vai ao encontro de Deus, permanecendo na expectativa de ser reunida ao seu
corpo glorificado. Deus, em sua onipotência, restituirá definitivamente a vida
imortal aos nossos corpos, unindo-os às nossas almas, em virtude da
Ressurreição de Jesus" (§997).
"Quando? Definitivamente 'no último dia' (cf. Jo 6,39s.
44. 54; 11,24), no fim do mundo (Constituição Lúmen Gentium no 48). Com efeito,
a ressurreição dos mortos está intimamente associada à segunda vinda de Cristo"
(§ 1001).
Catecismo, a resposta as dúvidas
Esse texto faz parte de um artigo encontrado em
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Dom Estêvão Bettencourt
Examinaremos
dez assuntos de interesse candente.
O
Ser Humano
De
acordo com toda a Tradição, o Catecismo ensina que o homem consta de corpo
(material) e alma (espiritual); são realidades distintas uma da outra, que se
unem entre si para formar o ser uno que é o homem.
"A
pessoa humana, criada à imagem de Deus, é um ser corporal e espiritual"
(§ 362).
"Não
raro o termo alma designa na Sagrada Escritura a vida humana ou toda a pessoa
humana. Mas designa também o que há de mais íntimo no homem e de mais valioso,
designa aquilo por que o homem é mais particularmente imagem de Deus: 'alma'
significa o princípio espiritual no homem" (§ 363).
"A
Igreja ensina que cada alma espiritual é imediatamente criada por Deus - não é
'produzida' pelos pais -; Ela ensina
também que a alma é imortal; não perece quando se separa do corpo na morte, e
se unirá de novo ao corpo por ocasião da ressurreição final" (§ 366).
A
distinção de corpo e alma aqui professada nada tem que ver com dualismo. Este
implica antagonismo ontológico entre dois elementos (um seria por si bom, o
outro por si mau); isto não é cristão. Para escapar do dualismo, não há
necessidade de recorrer ao monismo; entre dualismo e monismo existe a
dualidade, que é a distinção de dois elementos entre si, sem implicar
antagonismo; tal é o caso de corpo e alma.
O
Pecado Original
O texto
afirma a elevação dos primeiros pais à justiça original ou a um estado de
riqueza espiritual, que devia ser confirmado pela livre aceitação do homem.
Submetido a uma prova (simbolicamente expressa pela proibição de comer de uma
fruta), o homem disse Não ao dom de
Deus. Conseqüentemente perdeu os dons originais e os seus descendentes nascem
privados de tais dons, sentindo em si as conseqüências do pecado (a desordem
das paixões, o sofrimento e a morte como arranco doloroso).— Eis os textos do
Catecismo:
"O
homem não somente foi criado bom, mas foi constituído em amizade com o seu
Criador e harmonia consigo mesmo e com as criaturas que o cercavam..."
(§ 374).
"A
Igreja, interpretando de modo autêntico o simbolismo da linguagem bíblica à luz
do Novo Testamento e da Tradição, ensina que nossos primeiros pais Adão e Eva
foram constituídos num estado de santidade e justiça original. Esta graça da
santidade original era uma 'participação da vida divina' " (§ 375).
"Pela
irradiação dessa graça, todas as dimensões da vida do homem foram
reconfortadas. Enquanto permanecia na intimidade com Deus, o homem não devia
morrer (cf. Gn 2,17; 3,19) nem sofrer (cf. Gn 3,16). A harmonia íntima da
pessoa humana, a harmonia entre o homem e a mulher (cf. Gn 2,25), enfim a harmonia
entre o primeiro casal e todas as criaturas constituíam o estado chamado
'justiça original' " (§ 376).
"O domínio do mundo que Deus concedera ao homem desde o
início, realizava-se, antes do mais, no homem mesmo como autodomínio. O homem
era íntegro e ordenado em todo o seu ser, porque livre da tríplice
concupiscência (cf. Jo 2,16) que o sujeita aos prazeres dos sentidos, à cobiça
dos bens terrestres e à autoafirmação contrária aos imperativos da razão"
(§ 377).
"O
sinal da familiaridade com Deus é que Deus o colocou no jardim (cf. Gn 2,8). Lá
vivia o homem para cultivar o solo e guardá-lo (cf. Gn 2,15); o trabalho não é
uma pena (cf. Gn 3,17-19), mas a colaboração do homem e da mulher com Deus para
o aperfeiçoamento das criaturas visíveis" (§ 378).
"Toda
essa harmonia da justiça original, prevista para o homem segundo o desígnio de
Deus, foi perdida pelo pecado de nossos primeiros pais" (§ 379).
O texto acentua a realidade do pecado original, que vem a ser uma
verdade essencial da fé:
"A
doutrina do pecado original vem a ser, por assim dizer, o 'reverso' da Boa-Nova
de que Jesus é o Salvador de todos os homens; todos têm necessidade de
salvação, salvação que é oferecida a todos graças a Cristo. A Igreja, que tem o
senso de Cristo (cf. 1ICor 2, 16), bem sabe que não se pode tocar na revelação
do pecado original sem afetar o mistério de Cristo" (§ 389).
"O
relato da queda (Gn 3) utiliza uma linguagem figurada, mas afirma um
acontecimento primordial, um fato que ocorreu no inicio da historia do homem
(cf. Constituição Gaudium et Spes 13 § 1). A Revelação nos dá a certeza, de fé,
de que toda a historia humana é marcada pela culpa original livremente cometida
por nossos primeiros pais" (§ 390).
Em suma, o tema "pecado original" não é da alçada da
razão filosófica nem da arqueologia, mas pertence estritamente ao âmbito da fé.
Por conseguinte, só pode ser elucidado a partir das fontes da fé, que o
Catecismo transmite autenticamente ao Povo de Deus.
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