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terça-feira, 4 de setembro de 2012

A Bíblia

 
SETEMBRO: MÊS DA BÍBLIA

O QUE É A BÍBLIA?

·   A palavra "Bíblia" significa "livros" em grego.
·   A Bíblia é o livro mais lido, impresso e conhecido em todo o mundo.
·   A Bíblia está dividida em 2 partes:
Primeiro (Antigo) Testamento e
Novo (Segundo) Testamento.
·   A Bíblia é formada por 73 livros:
   46 livros no Primeiro Testamento e
   27 livros no Novo Testamento.
·   Através dos livros da Bíblia que recebem o nome de Evangelho, podemos conhecer as palavras, atos e milagres de Jesus. Evangelho quer dizer Boa Notícia.
·   A Bíblia levou quase 2.000 anos para ser escrita, e vários homens ajudaram a escrevê-la.
·   É importante sabermos que o autor verdadeiro é Deus, pois foi ele quem moveu e inspirou esses homens.


O QUE ENCONTRAMOS NA BÍBLIA?

No Primeiro Testamento está escrito sobre a criação do mundo: como foram criados a Terra, o mar, os animais e os seres humanos. Mostra o amor de Deus por tudo que Ele criou e, em especial por nós, pessoas humanas.
Há também a história de um casal, Abraão e sua mulher Sara. Abraão é chamado o patriarca do povo de Deus, pois todos nós, que fazemos parte dessa imensa família do Povo de Deus, somos descendentes de Abraão e Sara.
No Primeiro Testamento estão, também, a história de outras pessoas muito importantes, como Moisés, que foi escolhido por Deus para libertar o povo que estava escravo no Egito.
Há, ainda, a história dos profetas, homens que eram usados por Deus para mostrar às pessoas as coisas certas e erradas que elas faziam. Dentre esses profetas está Isaías que escreveu o nascimento de Jesus, muitos anos antes dele nascer.
O Novo Testamento conta a história mais importante de todos os tempos: a Vida de Jesus.
Quatro livros nos falam da vida de Jesus; de seus ensinamentos e milagres. Falam também de sua morte e de sua ressurreição: são os Evangelhos. Eles foram escritos por São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João.
No Novo Testamento encontramos, também, a história do início da Igreja, que está no livro dos "Atos dos Apóstolos". Há também, várias cartas escritas por São Paulo às comunidades cristãs daquela época, além de cartas de Tiago, Pedro, João, Judas e do livro do Apocalipse.


COMO PROCURAR E ENCONTRAR UMA CITAÇÃO BÍBLICA

As citações têm sempre a seguinte ordem: título do livro (abreviado), capítulo e versículo.
Ex: Jo 10,10 = lê-se assim: Evangelho de João, capítulo 10, versículo 10.
§ A vírgula ( , ) separa o capítulo do versículo:
   (Jo 6,50 = Evangelho de João, capítulo 6, versículo 50).
§ O ponto ( . ) indica um pulo entre os versículos. Neste caso lê-se o(s) número(s) que vem antes e depois do ponto:
   (Jo 1,3.9 = Evangelho de João, capítulo 1, versículos 3 e 9).
§ O traço ( - ) indica que devemos ler de um versículo até o outro:
  (Jo 17,20-26 = Evangelho de João, capítulo 17, versículos de 20 a 26);     
  também pode indicar uma seqüência de capítulos:
  (Jo 17,20-18,12 = Evangelho de João, do capítulo 17, versículo 20 até o    
  capítulo 18, versículo 12).
§ O ponto e vírgula ( ; ) separam uma citação de outra: Jo 1,5;16,14 = lê-se o versículo 5 do capítulo 1 e o versículo 14 do capítulo 16.
   ou um livro de outro: Jo 1,5;Mt 1,22 = neste caso, deve-se procurar as        
   duas citações pedidas, uma no Evangelho de João e outra no Evangelho 
   de Mateus.
§ Um esse ( s ) indica o versículo imediatamente posterior ao citado:
  Jo 1,5s = Evangelho de João, capítulo um, versículos cinco e seguinte, 6.  
  ou seja, Jo1,5s = Jo 1,5-6.
§ Dois esses (ss) indicam os versículos seguintes ao citado, até onde se fizer necessária a citação.
§ Às vezes encontramos um a, ou b, ou ainda um c depois da citação do versículo. EX: Jo 1,18a = lê-se a primeira parte do versículo dezoito. Quando a letra que vem logo depois da citação é b, deve-se ler a segunda parte do versículo e quando é c, lê-se a terceira parte do versículo (isso acontece porque um versículo pode ser formado por uma, duas ou até três frases).
§ Quando o livro tem um só capítulo, omite-se a indicação do capítulo, e cita-se só o versículo. Ex: Jd3 = Epístola de Judas, versículo três. Quando o livro tem mais de um capítulo, o numero que vem logo após a indicação do livro é a indicação do capitulo. Ex: Jo2 = deve-se ler todo o capítulo dois do Evangelho de João.

Portanto, se lê:
 




Fonte: Pastoral Bíblico-Catequética Paróquia Nossa Senhora de Fátima Arquidiocese de Pouso Alegre


sábado, 1 de setembro de 2012

Bíblia Católica e Bíblia Protestante.

http://www.blogdolucasinfo.com/2012/01/biblia-catolica-e-biblia-evangelica.html


Prof. Felipe Aquino
 Esse artigo pode ser encontrado em http://www.pr.gonet.biz/kb_read.php?pref=htm&num=1327

A diferença entre a Bíblia católica e a protestante
Entenda por que a Bíblia dos protestantes tem menos livros

Demoraram alguns séculos para que a Igreja Católica chegasse à forma final da Bíblia, com os 73 livros como temos hoje. Em vários Concílios, ao longo da história, a Igreja, assistida pelo Espírito Santo (cf. Jo 16,12-13) estudou e definiu o Índice (cânon) da Bíblia; uma vez que nenhum de seus livros traz o seu Índice. Foi a Igreja Católica quem berçou a Bíblia. Garante-nos o Catecismo da Igreja
e o Concílio Vaticano II que: “Foi a Tradição apostólica que fez a Igreja discernir que escritos deviam
ser enumerados na lista dos Livros Sagrados” (Dei Verbum 8; CIC,120). Portanto, sem a Tradição da
Igreja não teríamos a Bíblia. Santo Agostinho dizia: “Eu não acreditaria no Evangelho, se a isso não me levasse a autoridade da Igreja Católica” (CIC,119).

E por que a Bíblia católica é diferente da protestante?
Esta tem apenas 66 livros porque Lutero e, principalmente os seus seguidores, rejeitaram os livros de Tobias, Judite, Sabedoria, Baruc, Eclesiástico (ou Sirácida), 1 e 2 Macabeus, além de Ester 10,4-16; Daniel 3,24-20; 13-14.
A razão disso vem de longe. No ano 100 da era cristã, os rabinos judeus se reuniram no Sínodo de Jâmnia (ou Jabnes), no sul da Palestina, a fim de definir a Bíblia Judaica. Isto porque nesta época começavam a surgir o Novo Testamento com os Evangelhos e as cartas dos Apóstolos, que os judeus não aceitaram. Nesse Sínodo, os rabinos definiram como critérios para aceitar que um livro fizesse parte da Bíblia, o seguinte:

·         Deveria ter sido escrito na Terra Santa;
·         Escrito somente em hebraico, nem aramaico e nem grego;
·         Escrito antes de Esdras (455-428 a.C.);
·         Sem contradição com a Torá ou lei de Moisés.

Esses critérios eram puramente nacionalistas, mais do que religiosos, fruto do retorno do exílio da
Babilônia em 537aC. Por esses critérios não foram aceitos na Bíblia judaica da Palestina os livros que hoje não constam na Bíblia protestante, citados anteriormente. Mas a Igreja católica, desde os Apóstolos, usou a Bíblia completa. Em Alexandria no Egito, cerca de 200 anos antes de Cristo, já havia uma influente colônia de judeus, vivendo em terra estrangeira e falando o grego. O rei do Egito, Ptolomeu, queria ter todos os livros conhecidos na famosa biblioteca de Alexandria; então mandou buscar 70 sábios judeus, rabinos, para traduzirem os Livros Sagrados hebraicos para o grego, entre os anos 250 e 100 a.C, antes do Sínodo de Jâmnia (100 d.C). Surgiu, assim, a versão grega chamada Alexandrina ou dos Setenta, que a Igreja Católica sempre seguiu. Essa versão dos Setenta, incluiu os livros que os judeus de Jâmnia, por critérios nacionalistas, rejeitaram.

 Havia, dessa forma, no início do Cristianismo, duas Bíblias judaicas: a da Palestina (restrita) e a Alexandrina (completa – Versão dos LXX). Os Apóstolos e Evangelistas optaram pela Bíblia completa dos Setenta (Alexandrina), considerando inspirados (canônicos) os livros rejeitados em Jâmnia. Ao escreverem o Novo Testamento, utilizaram o Antigo Testamento, na forma da tradução grega de Alexandria, mesmo quando esta era diferente do texto hebraico. O texto grego “dos Setenta” tornou-se comum entre os cristãos; e portanto, o cânon completo, incluindo os sete livros e os fragmentos de Ester e Daniel, passaram para o uso dos cristãos. Das 350 citações do Antigo Testamento que há no Novo, 300 são tiradas da Versão dos Setenta, o que mostra o uso da Bíblia completa pelos Apóstolos. Verificamos também que nos livros do Novo Testamento há citações dos livros que os judeus nacionalistas da Palestina rejeitaram.
Por exemplo: Rom 1,12-32 se refere a Sb 13,1-9; Rom 13,1 a Sb 6,3; Mt 27,43 a Sb 2, 13.18; Tg 1,19 a Eclo 5,11; Mt 11,29s a Eclo 51,23-30; Hb 11,34 a 2 Mac 6,18; 7,42; Ap 8,2 a Tb 12,15. Nos séculos II a IV, houve dúvidas na Igreja sobre os sete livros por causa da dificuldade do diálogo com os judeus.

Mas a Igreja, ficou com a Bíblia completa da Versão dos Setenta, incluindo os sete livros. Após a Reforma Protestante, Lutero e seus seguidores rejeitaram os sete livros já citados. É importante saber também que muitos outros livros, que todos os cristãos têm como canônicos, não são citados nem mesmo implicitamente no Novo Testamento. Por exemplo: Eclesiastes, Ester, Cântico dos Cânticos, Esdras, Neemias, Abdias, Naum, Rute. Outro fato importantíssimo é que nos mais antigos escritos dos santos Padres da Igreja (patrística) os livros rejeitados pelos protestantes (deuterocanônicos) são citados como Sagrada Escritura.

 Assim, São Clemente de Roma, o quarto Papa da Igreja, no ano de 95 escreveu a Carta aos Coríntios,citando Judite, Sabedoria, fragmentos de Daniel, Tobias e Eclesiástico; livros rejeitados pelos protestantes. Ora, será que o Papa S. Clemente se enganou, e com ele a Igreja? É claro que não. Da mesma forma, o conhecido Pastor de Hermas, no ano 140, faz amplo uso de Eclesiástico, e de Macabeus II; Santo Hipólito (†234), comenta o Livro de Daniel com os fragmentos deuterocanônicos rejeitados pelos protestantes, e cita como Sagrada Escritura Sabedoria, Baruc, Tobias, 1 e 2 Macabeus. Fica assim, muito claro, que a Sagrada Tradição da Igreja e o Sagrado Magistério sempre confirmaram os livros deuterocanônicos como inspirados pelo Espírito Santo.

Vários Concílios confirmaram isto: os Concílios regionais de Hipona (ano 393); Cartago II (397), Cartago IV (419), Trulos (692). Principalmente os Concílios ecumênicos de Florença (1442), Trento
1546) e Vaticano I (1870) confirmaram a escolha. No século XVI, Martinho Lutero (1483-1546) para contestar a Igreja, e para facilitar a defesa das suas teses, adotou o cânon da Palestina e deixou de lado os sete livros conhecidos, com os fragmentos de Esdras e Daniel.
Lutero, quando estava preso em Wittenberg, ao traduzir a Bíblia do latim para o alemão, traduziu também os sete livros (deuterocanônicos) na sua edição de 1534, e as Sociedades Bíblicas protestantes, até o século XIX incluíam os sete livros nas edições da Bíblia. Neste fato fundamental
para a vida da Igreja (a Bíblia completa) vemos a importância da Tradição da Igreja, que nos legou a
Bíblia como a temos hoje.

 Disse o último Concílio: “Pela Tradição torna-se conhecido à Igreja o Cânon completo dos livros sagrados e as próprias Sagradas Escrituras são nelas cada vez mais profundamente compreendidas e
se fazem sem cessar, atuantes.” (DV,8). Se negarmos o valor indispensável da Igreja Católica e de sua Sagrada Tradição, negaremos a autenticidade da própria Bíblia. Note que os seguidores de Lutero não acrescentaram nenhum livro na Bíblia, o que mostra que aceitaram o discernimento da Igreja Católica desde o primeiro século ao definir o Índice da Bíblia.

É interessante notar que o Papa São Dâmaso (366-384), no século IV, pediu a S. Jerônimo que fizesse uma revisão das muitas traduções latinas que havia da Bíblia, o que gerava certas confusões entre os cristãos. São Jerônimo revisou o texto grego do Novo Testamento e traduziu do hebraico o Antigo Testamento, dando origem ao texto latino chamado de Vulgata, usado até hoje.