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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Ano Litúrgico



O Ano Litúrgico é o “Calendário religioso”. Contém as datas dos acontecimentos da História da Salvação. Não coincide com o ano civil, que começa no dia primeiro de janeiro e termina no dia 31 de dezembro. O Ano Litúrgico começa e termina quatro semanas antes do Natal. Tem como base as fases da lua. Compõe-se de dois grandes ciclos: o Natal e a Páscoa. São como dois pólos em torno dos quais gira todo o Ano Litúrgico.

O Natal tem um tempo de preparação, que é o Advento; e a Páscoa tem também um tempo de preparação, que é a Quaresma. Ao lado do Natal e da Páscoa está um período longo, de 34 semanas, chamado Tempo Comum. O Ano Litúrgico começa com o Primeiro Domingo do Advento e termina com o último sábado do Tempo Comum, que é na véspera do Primeiro Domingo do Advento. A seqüência dos diversos “tempos” do Ano Litúrgico é a seguinte:

CICLO DO NATAL
ADVENTO

(Advento: Inicia-se o ano litúrgico. Compõe-se de 4 semanas. Começa 4 domingos antes do Natal e termina no dia 24 de dezembro. Não é um tempo de festas, mas de alegria moderada e preparação para receber Jesus.)
Início: 4 domingos antes do Natal
Término: 24 de dezembro à tarde
Espiritualidade: Esperança e purificação da vida
Ensinamento: Anúncio da vinda do Messias
Cor: Roxa
NATAL
(Natal: 25 de dezembro. É comemorado com alegria, pois é a festa do Nascimento do Salvador.)
Início: 25 de dezembro
Término: Na festa do Batismo de Jesus
Espiritualidade: Fé, alegria e acolhimento.
Ensinamento: O filho de Deus se fez Homem
Cor: Branca
TEMPO COMUM
1ª PARTE
(1ª parte: Começa após o batismo de Jesus e acaba na terça antes da quarta-feira de Cinzas.)
Início: 2ª feira após o Batismo de Jesus
Término: Véspera da Quarta-feira das Cinzas
Espiritualidade: Esperança e escuta da Palavra
Ensinamento: Anúncio do Reino de Deus
Cor: Verde
2ª PARTE
(2ª parte: Começa na segunda após Pentecostes e vai até o sábado anterior ao 1º Domingo do advento.) 
Início: Segunda-feira após o Pentecostes
Término: Véspera do 1º Domingo do Advento
Espiritualidade: Vivência do Reino de Deus
Ensinamento: Os Cristãos são o sinais do Reino
Cor: Verde
CICLO DA PÁSCOA
QUARESMA

Quaresma: Começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da semana santa. Tempo forte de conversão e penitência, jejum, esmola e oração. É um tempo de 5 semanas em que nos preparamos para a Páscoa.
Não se diz "Aleluia", nem se colocam flores na igreja, não devem ser usados muitos instrumentos e não se canta o Hino de Louvor. É um tempo de sacrifício e penitências, não de louvor.
Início: Quarta-Feira das Cinzas
Término: Quarta-feira da Semana Santa
Espiritualidade: Penitência e conversão
Ensinamento: A misericórdia de Deus
Cor: Roxa
PÁSCOA
Páscoa: Começa com a ceia do Senhor na quinta-feira santa. Neste dia é celebrada a Instituição da Eucaristia e do sacerdote. Na sexta-feira celebra-se a paixão e morte de Jesus. É o único dia do ano que não tem missa. Acontece apenas uma Celebração da Palavra.
No sábado acontece a solene Vigília Pascal. Forma-se então o Tríduo Pascal que prepara o ponto máximo da páscoa: o Domingo da Ressurreição. A Festa da Páscoa não se restringe ao Domingo da Ressurreição. Ela se estende até a Festa de Pentecostes. (Pentecostes: É celebrado 50 dias após a Páscoa. Jesus ressuscitado volta ao Pai e nos envia o Paráclito.) 
Início: Quinta-feira Santa (Tríduo Pascal)
Término: No Pentecostes
Espiritualidade: Alegria em Cristo Ressuscitado
Ensinamento: Ressurreição e vida eterna
Cor: Branca
Importante:
Ao todo são 34 semanas. É um período sem grandes acontecimentos. É um tempo que nos mostra que Deus se fez presente nas coisas mais simples. É um tempo de esperança e acolhimento da Palavra de Deus.
"O Tempo comum não é tempo vazio. É tempo de a Igreja continuar a obra de Cristo nas lutas e nos trabalhos pelo Reino." (CNBB - Documento 43, 132).

Texto retirado de: http://www.catequisar.com.br/texto/catequese/coroinha/apostilas/01/05.htm

sábado, 3 de novembro de 2012

Solenidade de Todos os Santos





                                   https://www.youtube.com/watch?v=6aeqwMnKong
Solenidade de TODOS OS SANTOS
O Caminho da Glória

Jesus crucificado é o “pobre em espírito” por excelência. Ao esvaziar a si mesmo ( cf. Fil 2) e ser exaltado, Nosso Senhor nos ensina que o caminho da Glória é “para baixo”. Como mendigos da misericórdia divina, os Santos viveram a total confiança naquele que hoje os acolhe na Pátria celeste.

Nesta domingo celebramos a festa de TODOS OS SANTOS.
É importante lembrar que a Igreja é uma realidade muito mais celeste do que terrestre.
Muitas pessoas gostam de ver o lado negativo, os pecados e erros cometidos por gente da Igreja. Entretanto a grande história da Igreja verdadeira que merece ser contada é a história dos santos.
Ao contar a história de um exército não se conta a história dos traidores, mas de seus heróis.

Nós todos somos chamados à santidade para participar da glória de Deus no céu.
Mas qual o caminho e a escala?
Há uma diferença entre ser santo no céu e ser santo na terra. O santo no céu não busca, nem tem a alma em perigo, já tendo encontrado seu lugar na pátria celeste.
Mas para nós a santidade é uma luta, é o dia a dia na luta pela fidelidade a Deus.
Santidade no céu é glória. Santidade na terra é santificação, é luta, estamos na igreja militante. No céu, estão na igreja triunfante.

Queremos celebrar neste domingo a alegria de que um dia estaremos no céu e de que numerosos de nossos irmãos já lá estão, os bem-aventurados, algo mais que uma simples alegria, mas alcançaram a felicidade.
E o que alcança a felicidade? O sumo bem, Deus, o bem acima de todos os outros bens, a maior de todas as felicidades, a bem-aventurança. Como chegar lá?

No sermão da montanha Jesus anuncia as bem-aventuranças.
E a primeira delas é a que resume todas elas. 'Bem-aventurados os pobres em espírito porque deles é o reino dos céus'.
E o que quer dizer pobre em espírito?
No grego do novo testamento, a palavra usada para falar de pobre poderia ser traduzida por 'mendigo'.
Pobre em grego seria o que vive de forma frugal, mas não é totalmente miserável. A palavra que Jesus usa refere-se ao que vive da misericórdia dos outros, que não tem absolutamente nada.
Ou seja, os pobres de espírito são as pessoas que sabem que nada podem sem Deus.
A palavra grega significa aquele que vive agachado, abaixado. E como vive o mendigo? Fica na calçada, de pires na mão, encurvado, esperando a misericórdia. O pobre espera pelo fruto do seu trabalho, mesmo que pouco. Já o mendigo não espera nada, pois nada lhe é devido.

Nós sabemos que nossos méritos ou obras não são capazes de alcançar a salvação. Estamos portanto na situação do mendigo.
Tudo o que fazemos é uma forma de dizer: 'meu Deus, quero colaborar com minha salvação'. E confiamos que Deus nos dará sua graça conforme suas promessas por amor, não conforme o que fazemos.
Nós devemos ter essa atitude diante de Deus: confiança.
O caminho que os santos seguiram é o mesmo caminho que Jesus seguiu. Ele se esvaziou a si mesmo fazendo-se humilde e obediente até a morte na cruz. Jesus na cruz é o pobre em espírito, totalmente confiante e dócil com relação a Deus.

Em Jesus Deus reina completamente.
O caminho para a glória é esse abaixamento, como um mendigo diante de Deus, completamente dependente Dele. Para que Deus reine é necessário que nós destronemos a soberba de nosso coração.
Os santos aqui na terra foram todos pobres em espíritos, mendigos de Deus e a desproporção entre o que fizeram e a graça que receberam é imensa, não altera em nada sua situação de mendicância. Foram agraciados muito mais do que mereceram.

N.Sra é modelo dessa pobreza em espírito. Para ela estar cheia de garça, ela precisou se esvaziar de si mesma.
A mais perfeita de todas as criaturas foi a que mais se rebaixou e confiou em Deus.

Fonte: site Christo Nihil Praeponere
Retirado de: http://www.pr.gonet.biz/kb_read.php?pref=htm&num=1215